Introdução: A “Recessão” da Qual Ouvimos Falar Constantemente
Ao longo do último ano ou dois, tanto em encontros sociais quanto em conferências do setor, as conversas sobre a economia têm sido predominantemente pessimistas:
“A economia está em colapso.”
“O comércio físico está morrendo — lojas estão fechando em todos os lugares.”
“O setor industrial é brutal — as guerras de preços estão destruindo tanto os proprietários quanto os trabalhadores.”
“O consumo está diminuindo — os produtos de luxo não estão vendendo, mas o Pinduoduo está bombando.”
“A bolha imobiliária estourou e os setores relacionados estão entrando em colapso.”
“O comércio físico está morrendo — lojas estão fechando em todos os lugares.”
“O setor industrial é brutal — as guerras de preços estão destruindo tanto os proprietários quanto os trabalhadores.”
“O consumo está diminuindo — os produtos de luxo não estão vendendo, mas o Pinduoduo está bombando.”
“A bolha imobiliária estourou e os setores relacionados estão entrando em colapso.”
Essas vozes são reais e pesadas. Torres de comércio eletrônico outrora gloriosas em Hangzhou agora estão praticamente vazias. Marcas de celebridades da internet estão se retirando do mercado. Os produtos estão ficando mais baratos, ganhar dinheiro está mais difícil e os negócios estão mais complicados do que nunca.
Então, a economia da China está realmente em colapso?

Parte 1: O paradoxo entre dados e percepção
Os dados mostram: o consumo continua crescendo de forma constante.
Segundo o Departamento Nacional de Estatísticas da China:
- 2024: O total de vendas no varejo de bens de consumo cresceu aproximadamente 2.4% ano a ano
- Previsão para 2025Crescimento esperado de aproximadamente 2.3%
Isso é crescimento real e tangível.
Mas por que as pessoas não sentem isso? Por que as lojas estão fechando, as fábricas demitindo trabalhadores e o consumo está diminuindo?
A resposta: Nossa estrutura de consumo está passando por uma profunda transformação.
Dados mais detalhados: as disparidades regionais revelam a verdade.
O Relatório de Consumo da McKinsey para a China em 2025 revela um fenômeno interessante:
Disparidades regionais no crescimento da renda:
- Áreas ruraisOs níveis de renda aumentaram. 6.6% ano a ano
- Áreas urbanas: Os níveis de renda aumentaram 4.5% ano a ano
O poder de compra nas áreas rurais está crescendo de forma constante, superando em muito o das áreas urbanas.
Confiança nas perspectivas econômicas:
- Cidades de nível 3 e nível 4: 81-83% Possuem uma visão positiva sobre as perspectivas econômicas.
- Cidades de primeiro e segundo nível: Apenas 68% ter opiniões positivas
Esses dados revelam um fato importante: quanto mais desenvolvida a cidade, maior o pessimismo econômico.
Por que essas disparidades?
Explicação do especialista:
Alguns especialistas atribuem isso ao aumento do investimento governamental na urbanização, com as áreas rurais e as cidades de menor porte se beneficiando dos dividendos dessa política.
Minha observação:
No entanto, acredito que as razões mais profundas sejam:
1. Diferenças de sensibilidade do mercado
As cidades de primeiro e segundo escalão estão na linha de frente da economia. Todo grande choque econômico se origina e se propaga a partir daqui:
- A queda do mercado imobiliário atinge com mais força as cidades de primeira linha.
- As demissões no setor de tecnologia se concentram em Pequim, Xangai, Guangzhou, Shenzhen e Hangzhou.
- A queda no consumo afeta primeiro as lojas de luxo nas principais cidades.
Cidades de nível 3 e 4 têm menor sensibilidade ao mercado. Choques econômicos se propagam mais lentamente, portanto o impacto é sentido com menos intensidade.
2. Diferenças entre estilo de vida e pressão no trabalho
Dimensão | Cidades de primeiro e segundo nível | Cidades de nível 3 e nível 4 |
Relação preço da habitação/renda | 15-30x | 5-10x |
Tempo de deslocamento | 1 a 2 horas | 20 a 40 minutos |
Intensidade do trabalho | 996.007 comum | Relativamente regular |
Custo de vida | Alto | Relativamente baixo |
Competição social | Intenso | Relativamente moderado |
Cidades de menor porte têm menos pressão na vida pessoal e profissional, o que leva a mentalidades mais equilibradas.
3. Diferenças no impacto imobiliário
- Cidades de primeiro e segundo nível: Queda acentuada dos preços dos imóveis em relação aos picos, forte depreciação de ativos e significativa erosão do patrimônio.
- Cidades de nível 3 e nível 4Preços da habitação já modestos, queda limitada, depreciação de ativos relativamente pequena.
Portanto, os moradores de cidades de menor porte mantêm maior confiança nas perspectivas econômicas e estados mentais mais positivos.
Esses dados nos dizem:
O "recessão econômica"Não é universal — é estrutural. Diferentes regiões e grupos demográficos vivenciam realidades muito diferentes."
Parte 2: A mudança na estrutura de consumo — do material para o experiencial
O Passado: A Era do Consumo Material
Nas últimas décadas, o rápido crescimento econômico da China foi impulsionado principalmente por uma explosão em consumo de materiais:
- Comprar eletrodomésticos: Televisores, geladeiras, máquinas de lavar roupa
- Comprar casas: De não ter casa própria à ter casa própria, de pequena a grande.
- Comprar roupas: desde se manter aquecido até se vestir bem
- Comprar carros: de bicicletas a motocicletas e automóveis
O surgimento do comércio eletrônico simplesmente nos permitiu comprar esses bens materiais a preços mais baixos.
O presente: Saturação do consumo de materiais
Mas o consumo de materiais inevitavelmente atinge a saturação:
- Uma TV dura de 5 a 10 anos.
- Uma geladeira dura de 10 a 15 anos.
- Os armários já estão cheios de roupas.
- As pessoas já possuem casas e carros.
Uma vez satisfeitas as necessidades materiais básicas, as pessoas deixam de estar dispostas a gastar muito com esses "bens duráveis".
Isso explica porquê:
- As vendas de eletrodomésticos estão em declínio.
- Lojas de roupas estão fechando em massa.
- O mercado imobiliário está entrando em um período de ajuste.
- O crescimento do comércio eletrônico está desacelerando.
O Futuro: A Ascensão do Consumo Experiencial
Para onde foi o dinheiro? Está a caminho do consumo experiencial:
Tipo de consumo | Exemplos específicos | Tendência de crescimento |
Educação | Cursos de formação, aprendizagem online, subscrições de conhecimento | 📈 Crescimento sustentado |
Turismo | Viagens nacionais, viagens de fim de semana, turismo de experiência. | 📈 Crescimento rápido |
Entretenimento | Filmes, shows, salas de fuga, jogos de mistério de assassinato | 📈 Crescimento explosivo |
Saúde | Atividades físicas, ioga, aconselhamento em saúde mental | 📈 Crescimento constante |
Social | Cafés, casas de chá, encontros | 📈 Crescimento sustentado |
Dados de apoio:
- Segundo o Ministério da Cultura e Turismo, durante o Feriado do Dia Nacional de 2024As viagens de turismo doméstico aumentaram aproximadamente 12% ano a ano
- No entanto, o gasto per capita era de apenas cerca de 110 yuan
O que isso nos diz?
As pessoas querem viajar, mas não querem gastar muito dinheiro. Elas valorizam experiências sobre consumo.
Parte 3: “Turismo das Forças Especiais” — Um Microcosmo de Novos Padrões de Consumo
Um fenômeno interessante:
Alguns destinos turísticos já presenciaram cenas como esta:
- Turistas dirigem-se até a entrada da área panorâmica.
- Estacionem o carro e circulem pelas zonas francas.
- Compre uma garrafa de água de 1 a 2 yuans.
- Tire algumas fotos e vá embora.
Ainda mais extremo:
- Levar barracas gratuitas para pernoitar nas áreas de serviço.
- Levando a própria comida, sem gastar nada no destino.
- Visita apenas para "fazer check-in", não para consumir.
Os hotéis jamais imaginaram que um dia perderiam para as tendas, e não para os concorrentes.
O que está por trás disso?
1. Alta pressão no trabalho e futuro incerto.
- Sem saber quando poderão perder o emprego.
- Sem saber quando seus salários poderão ser cortados.
- Não saber quando a economia vai melhorar.
As pessoas estão apertando o cinto, economizando dinheiro para se protegerem contra riscos futuros.
2. Diminuição da confiança no futuro
O estresse prolongado faz com que as pessoas estejam mais propensas a gastar dinheiro com coisas que faça-os felizes em vez de em acúmulo de material.
O turismo tornou-se a ferramenta preferida para aliviar o estresse:
- Não exige muito dinheiro.
•Proporciona alívio temporário da pressão.
•Proporciona satisfação espiritual
Essa é a essência do "Turismo das Forças Especiais": gastar o mínimo possível para obter a máxima satisfação espiritual.
Parte 4: O Dilema da Indústria — Guerras de Preços e Pressão de Sobrevivência
O que estamos vendo:
- Diminuição das encomendas às fábricas, intensificação das guerras de preços.
- Proprietários que operam com margens mínimas ou até mesmo com prejuízos
- Funcionários sendo demitidos ou sofrendo cortes salariais
- Alguns proprietários estão "fugindo".
Causas Subjacentes:
1. Saturação do consumo de materiais, queda na demanda
A procura por eletrodomésticos, roupas e artigos de primeira necessidade já não é tão elevada como antes, o que naturalmente reduz as encomendas às fábricas.
2. Excesso de capacidade, concorrência acirrada
A enorme capacidade de produção construída ao longo de décadas agora enfrenta uma demanda insuficiente. O excesso de oferta leva a guerras de preços.
3. Redução do consumo, sensibilidade ao preço
Os consumidores já não procuram "marcas" e produtos "premium" — procuram "uma boa relação custo-benefício". Isto reduz ainda mais as margens de lucro dos fabricantes.
Mas isso não significa que o setor manufatureiro não tenha oportunidades.
A questão crucial: Conseguiremos captar a nova demanda?
Parte 5: Oportunidades na Transformação — Quem Pode Captar a Nova Demanda?
Oportunidade 1: Produtos relacionados ao consumo experiencial
Embalagens de produtos de viagem:
- Embalagens pequenas para alimentos portáteis
- Itens essenciais para o dia a dia em tamanho de viagem
- Embalagem de equipamentos para atividades ao ar livre
Embalagens para alimentos de lazer:
- Embalagens inovadoras para snacks e bebidas.
- Porções pequenas, embalagens variadas
- Embalagem ecológica e reciclável
Oportunidade 2: Produtos com boa relação custo-benefício
A redução do consumo não significa ausência total de consumo, mas sim um consumo mais racional.
- Produtos de qualidade a preços razoáveis ainda têm mercado.
- Equipamentos de automação podem reduzir custos e aumentar o valor.
- Soluções que ajudam os clientes a reduzir custos e aumentar a eficiência.
Oportunidade 3: Personalização e Diferenciação
Como se destacar em guerras de preços:
- Não é mais barato, mas é mais original.
- Não mais, mas mais preciso.
- Não maior, mas mais segmentado
Exemplos:
- Embalagem projetada para cenários específicos (acampamento, trilhas, viagens de carro)
- Produtos desenvolvidos para públicos específicos (idosos, crianças, animais de estimação)
- Soluções concebidas para necessidades específicas (ecológicas, portáteis, inteligentes)
Parte 6: Reflexões como profissional da indústria de manufatura
Minhas observações:
Como alguém que trabalha na indústria de equipamentos de embalagem há 20 anos, sinto profundamente o impacto dessa transformação estrutural da economia.
Nossos clientes — fábricas de alimentos, indústrias químicas de uso diário, empresas farmacêuticas — e suas mudanças:
Passado | Presente |
Pedidos estáveis, grandes volumes | Pedidos variáveis, lotes pequenos, múltiplas produções. |
Em busca de marcas e produtos premium. | Buscando valor e eficiência. |
Orçamentos amplos | Orçamentos apertados, sensíveis a preços |
Produtos padronizados | Crescente demanda por personalização e diferenciação. |
Mas também vejo oportunidades:
1. A redução do consumo significa aumento da demanda por produtos com boa relação custo-benefício.
Os clientes precisam de equipamentos mais eficientes e econômicos para reduzir os custos de produção.
2. O crescimento do consumo experiencial implica em maior demanda por embalagens de produtos alimentícios e de viagem voltados para lazer.
A procura por embalagens pequenas, portáteis e inovadoras está a aumentar.
3. A redução de custos corporativos e o aumento da eficiência implicam em maior demanda por equipamentos de automação.
O aumento dos custos de mão de obra leva as empresas a adotarem a automação para aumentar a eficiência.
Parte 7: Conclusão — Pessimismo ou Otimismo?
Nessa delicada transformação, optamos por encará-la de forma pessimista ou aproveitamos, com otimismo, as oportunidades de negócios que essa transição oferece?
Uma era chegou ao fim. Uma nova era começou.
As oportunidades de negócios nesta nova era testam ainda mais as nossas capacidades:
- Como segmentamos os mercados?
- Como identificamos novas demandas?
- Como podemos oferecer valor diferenciado?
Este é um desafio centenário, mas também uma oportunidade centenária.
Minha resposta:
1. Não seja pessimista cegamente
Os dados mostram que o consumo continua crescendo — apenas a estrutura está mudando. Entender as tendências é mais importante do que reclamar.
2. Não seja otimista demais.
O período de transição é repleto de incertezas. Tome decisões cautelosas e evite expansões desenfreadas.
3. Abrace a mudança e busque oportunidades.
O consumo material atingiu a saturação; o consumo experiencial está em ascensão. Aqueles que souberem captar a nova demanda terão sucesso nessa transformação.
4. Aprimore-se e aumente sua competitividade.
Em tempos incertos, uma coisa é certa: Pessoas competentes sempre encontram oportunidades.
Considerações finais: um convite de um profissional da indústria.
Se você também está pensando em:
- Como encontrar novos pontos de crescimento nessa transformação econômica?
- Como ajustar produtos e serviços para se adaptarem à nova demanda de consumo?
- Como encontrar vantagens competitivas diferenciadas em guerras de preços?
Agradeço a sua participação na conversa.
Eu trabalhei no equipamentos de embalagem Tenho 20 anos de experiência no setor, atendendo clientes em diversos segmentos, como alimentos, produtos químicos de uso diário, produtos farmacêuticos e muito mais. Vivenciei vários ciclos econômicos. Estou disposto a compartilhar minhas observações e reflexões, e aguardo ansiosamente suas opiniões.
Contato:
•📧 E-mail: [email protected]
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